sábado, 18 de setembro de 2010

Desabafo

Nêgo, eu tou cansado desta merda! Da violência que desmede tudo, da minha liberdade clandestina, de ta no meio dessa briga. Chega! Da gente tá se apertando, da ignorância insandecida, se esquivando de estatísticas. A minha paz, faz tempo, ta querendo trégua, a minha paciência se atracou como ela. Eita! Que o sangue pinga nas notícias, vendidas como coisa bela. A merda já tá no pescoço e a gente acostumou com ela. Nunca se sabe o que vai acontecer. Nunca se sabe, pode acontecer.

Nêgo, a máquina acordou com fome! Vem detonando tudo em sua frente, comendo ferro, carne e pano, bebendo sangue e gasolina.

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